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Infantaria

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 ARMA DE INFANTARIA

A Infantaria é uma das armas base do exército, integrante do sistema operacional manobra e é formada por combatentes aptos a atuar em diversos tipos de terreno e condições meteorológicas, podendo utilizar variados meios de transporte para ser conduzida à frente de combate. Sua principal missão é conquistar e manter o terreno, aproveitando a capacidade de progredir em pequenas frações, que são de difícil detecção e de grande mobilidade. Utilizando o fogo e o movimento, aproxima-se do inimigo para travar o combate corpo-a-corpo. O Curso de Infantaria do CPOR/R forma o Aspirante a Oficial da Reserva,comandante de pelotão, com ênfase nas tropas motorizada, empregadas na guerra regular. Para tal, o Aluno cumpre diversos exercícios de campanha, estudando e empregando uma gama de armamentos e equipamentos militares.

 

SÍMBOLO DA INFANTARIA

O brasão da Infantaria é composto por dois fuzis cruzados e uma granada de mão no centro, todos na cor verde. Os fuzis e a granada de mão representam as principais armas do combatente de Infantaria e referencia o combate aproximado, momento em que o infante olha dentro dos olhos do inimigo e exterioriza toda a sua coragem no confronto corpo a corpo.

 

 

 

  Patrono da Arma de Infantaria:  Brigadeiro Antônio de Sampaio

Nasceu em 24 de maio de 1810, em Tamboril, antiga Capitania do Ceará. Antônio de Sampaio participou das lutas contra os cabanos, balaios, praieiros e farroupilhas, ainda nos primeiros postos de sua carreira. Recebeu as insígnias de Brigadeiro por sua bravura na Campanha do Uruguai, atingindo o Generalato, à custa de sua espada invicta. Rumou, em 1866, para a Campanha da Tríplice Aliança, no comando da 3ª Divisão, que viria a ser conhecida como "Divisão Encouraçada", tal o vigor de verdadeira muralha contra os projéteis inimigos. Confluência, Estero Bellaco e Tuiuti constituíram-se em seqüência de feitos gloriosos do intrépido Comandante.  Em 24 de maio de 1866, nos campos de Tuiuti, foi ferido por três vezes na batalha, o que viria a roubar-lhe a vida, semanas mais tarde, levando Antônio de Sampaio a conquistar os louros da consagração como herói nacional, Patrono da Infantaria Brasileira.

 

ORIGENS DA ARMA DE INFANTARIA

A história da Infantaria, no contexto mundial, é quase tão antiga quanto à da própria guerra. Em situações de conflito, os exércitos da antiguidade empregavam o combate corpo a corpo e alguns armamentos, como espadas e bastões. A infantaria, caracterizada como uma massa organizada, ficou evidenciada pelos gregos e romanos, que viram a necessidade de criar fileiras capazes de impor, com disciplina e coesão, a força e o poder de combate ao inimigo. Os gregos mostraram o poder da falange, fração empregada em formação retangular e compacta, utilizando-se de escudos para proteção e lanças para o ataque. A falange permitia uma ofensiva forte e organizada, facilitando o comando dos homens para um mesmo objetivo. A legião romana, por sua vez, impressionava, ainda mais, pela sua capacidade de organização diante do conflito, pois era dividida em subgrupos. Sua estratégia e sua disciplina influenciam exércitos do mundo inteiro até os dias de hoje, já que deixaram muitos ensinamentos importantes sobre a arte da guerra. No Brasil, sua história confunde-se com a de seu Patrono, o Brigadeiro Antônio de Sampaio, que derramou seu sangue no campo de batalha, cumprindo, ao lado de seus homens, o dever de defender os interesses da Pátria. Durante a Guerra da Tríplice Aliança, o Brigadeiro Sampaio comandou a 3ª Divisão do Exército Imperial, a Divisão Encouraçada. Três batalhões de Infantaria de renome a compunham: o Batalhão Vanguardeiro, assim chamado por ir à frente nas marchas para o combate; o Batalhão Treme-Terra, conhecido por fazer o chão estremecer quando marchava e atacava; e o Batalhão Arranca-Toco, pois dizia-se, à época, uma anta de floresta, que resistia aos embates e, com os pés nus e robustos, passava incólume sobre espinhos, tremedais, pedras cortantes e abrasadas pelo sol de verão. Ali nascia a Infantaria Brasileira.

 

A INFANTARIA NOS DIAS ATUAIS

Devido às exigências do combate nos dias atuais, viu-se a necessidade de especializar a tropa nos diversos ambientes operacionais brasileiros. Assim, a Infantaria foi dividida em tipos capacitados a combater com o emprego de diferentes técnicas e equipamentos, como a pára-quedista, a aeromóvel, a motorizada, a de montanha, a de selva, a de caatinga e a blindada. O emprego da Infantaria especializada, juntamente com a Cavalaria, a Artilharia, a Engenharia, a Intendência, as Comunicações e o Material Bélico, garante ao Exército uma atuação efetiva na missão de defender o território nacional e garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem. Os conflitos atuais apontam para um novo cenário em que o combate se dá em amplo espectro. Novas circunstâncias surgem e caracterizam o campo de batalha, exigindo, cada vez mais, a preparação e o conhecimento da tropa. Essa demanda tem sido atendida prontamente pela Infantaria, ao implementar, desde a formação de seus oficiais, uma nova mentalidade, alinhada à evolução do combate, por meio do uso de equipamentos e tecnologias mais modernos e eficientes.

 

 

DISCIPLINAS CURRICULARES DO CURSO

O curso de Infantaria do CPOR/R tem a missão de formar o Aspirante à Oficial de Infantaria da Reserva do Exército Brasileiro, capacitando-o a:

identificar os valores do Exército Brasileiro, os direitos, deveres e obrigações inerentes ao oficial do Exército;

compreender o emprego de sua Arma, dentro do quadro tático de uma Organização Militar de Infantaria;

exercer suas atividades profissionais baseado em valores morais e éticos;

ser um difusor do pensamento e valores do Exército;

Além do período básico comum a todas as Armas, o curso de Infantaria é dividido em quatro disciplinas cujos objetivos estão enunciados a seguir:

Disciplina: Combate e Serviço em Campanha:

O Aluno deverá empregar o armamento coletivo do Pelotão de Fuzileiros nas operações de guerra ou não guerra, evidenciar a capacidade de contribuir espontaneamente para o trabalho de uma equipe e agir de forma firme e destemida, diante de situações difíceis e perigosas, seguindo as normas de segurança.

Disciplina: Patrulha:

O Aluno deverá empregar a Técnica de Patrulha durante as ações de combate, conhecer a maneabilidade do Pelotão de Fuzileiros e evidenciar a capacidade de suportar, pelo maior tempo possível, a fadiga resultante de esforços físicos e/ou mentais, mantendo a eficiência.

Disciplina: Organização e Emprego da Infantaria I:

O Aluno deverá conhecer o emprego do Pelotão de Fuzileiros, evidenciar a capacidade de optar pela alternativa mais adequada em tempo útil e com convicção e reformular planejamentos com prontidão, diante de novas exigências, conduzindo e coordenando grupos na consecução de determinado objetivo.

Disciplina: Organização e Emprego da Infantaria II:

O Aluno deverá conhecer os princípios de atuação do Pelotão de Fuzileiros nas Operações de Garantia da Lei e da Ordem, evidenciando a capacidade de demonstrar atitudes e porte condizentes com os padrões militares e produzir novos dados e ideias na busca de uma solução eficiente e eficaz.

 

 

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